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Qualhano's Diary

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Comecei a contribuir com o OpenStreetMap movido pela curiosidade e pela vontade de ajudar. Aos poucos, percebi que mapear não era apenas desenhar ruas ou ajustar pontos no mapa: era participar de um projeto global que transforma informação em impacto real.

Nos últimos meses, tenho dedicado boa parte do meu tempo ao mapeamento do Vale do Rio Pardo, no Estado da Bahia. É uma região rica, diversa e ainda pouco representada nos mapas digitais. Cada nova via identificada, cada edificação revisada e cada detalhe adicionado ajuda a tornar o território mais visível e acessível para quem depende dessas informações.

Antes disso, concentrei meus esforços na melhoria do mapa de vários municípios do Sul e Sudoeste Baiano. Foram horas revisando imagens, corrigindo traçados, adicionando estradas rurais e atualizando áreas urbanas. Ver essas regiões ganhando mais precisão e completude no OSM é uma sensação de realização difícil de descrever.

Meu trabalho voluntário envolve revisar imagens de satélite, conferir trilhas, ruas e edificações, além de adicionar detalhes que fazem diferença no dia a dia de quem usa o mapa — desde ciclistas procurando rotas seguras até equipes de resposta a emergências que dependem de dados atualizados. Cada edição que faço carrega um pouco da minha atenção e do meu cuidado, porque sei que alguém, em algum lugar, vai se beneficiar daquela informação.

Também aprendi que mapear é um exercício de paciência e responsabilidade. Às vezes passo longos minutos analisando uma área para garantir que estou representando o mundo real com precisão. Outras vezes, descubro lugares que nunca visitei, mas que passam a fazer parte da minha rotina de voluntário.

O mais gratificante é perceber que, mesmo sem sair de casa, posso contribuir para que comunidades inteiras tenham acesso a mapas melhores. O OpenStreetMap me mostrou que colaboração aberta é poderosa: cada pessoa adiciona um pequeno pedaço, e juntos construímos algo muito maior.

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Depois de mais de uma década contribuindo para o OpenStreetMap (OSM), finalmente decidi criar este blog. Quero compartilhar minhas experiências e mostrar o porquê de eu me dedicar tanto à melhoria do mapa. Acredito que esta seja uma maneira interessante de as pessoas entenderem o valor do mapeamento voluntário e a importância de ter um mapa preciso e detalhado, feito por pessoas para pessoas.

Minha jornada de mapeamento pelo Brasil Minha jornada começou melhorando o mapeamento do Espírito Santo, meu estado de residência, que conheço muito bem. Com o tempo, meu trabalho se expandiu para outras regiões que tive a oportunidade de conhecer, seja por viagens a trabalho, cicloviagens ou em passeios com a família.

Hoje, minhas contribuições se espalham por várias regiões do país:

Rio de Janeiro: Norte e Noroeste Fluminense.

Bahia: Extremo Sul, Sertão do São Francisco, Sisal e Itaparica.

Sergipe.

Minas Gerais: Cidades da Rota Imperial, Caminho dos Diamantes e Estrada Real, além dos Vales do Rio Pardo, Jequitinhonha e Mucuri.

Mapeamento: uma resposta à falta de informação

Durante minhas viagens, sempre percebi a ausência de informações importantes nos aplicativos que utilizo para me locomover, praticar esportes e fazer turismo. Essa falta de dados me inspirou a contribuir ativamente, pois notei que o mapeamento voluntário não é apenas um hobby, mas uma necessidade para preencher essas lacunas e tornar o mundo digital um reflexo mais fiel da realidade.

Projeto atual: Mapeando o Território de Identidade de Itaparica, na Bahia Atualmente, estou focado em mapear Macururé, um dos municípios que compõem o Território de Identidade de Itaparica, na Bahia. Os outros municípios do projeto são Paulo Afonso, Abaré, Chorrochó, Glória e Rodelas.

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